24/11/2009


Um oferecimento: bichinhosdejardim.com

18/11/2009

Murphy, o insistente

Ando sumida deste espaço esdrúxulo [palavrinha nova que não sai mais de minha boca :P ].

E esta ausência tem nome e sobrenome: Murphy e minha falta de paciência para escrever.

Nas últimas semanas fui acometida por uma série de pequenos infortúnios no mais alto estilo “saravá meu pai!”: machuquei meu tornozelo na minha motoca rosa, minha boca feriu [aftas traumáticas de fim de período estressante na universidade], meu olho esquerdo está com uma pequena inflamação, meu estômago dói [gastrite nervosa de fim de período estressante na universidade], sem falar no banzo constante que me acompanha desde então.

Mas, tudo bem, tô feliz [ha ha], não vou me deixar vencer assim facilmente por Murphy, o cruel. Vai ver que estou apenas no meu inferno astral do ano [lembro-me bem do ano passado nesta época quando, "acidentalmente" esqueci uma bacia de plástico no forno ligado e ela derreteu e quando fui tentar limpar queimei e cortei meu dedo e depois derramei o suco e depois congelei a gelatina, tudo isso num dia só] então, espero que isso cedo ou tarde [espero que cedo] passe logo e eu volte a ser aquela pessoa doce e alegre de sempre [HAHAHAHAHAHA].

Aliás, andei sabendo nas conversas da vida que ultimamente ando com a [má] fama de malvada. Dizem que estou mais chata [se é que isso é possível..], grossa e impiedosa [um verdadeiro papelzinho de enrolar prego]. Realmente eu não percebi que minha chatice havia aumentado [juro que é verdade], claro que andei meio trê-lê-lê, mas coisa minha mesmo, íntima. Vai ver isso acabou refletindo em minhas ações… Preciso urgentemente rever isso, pois não me agrada ser indelicada com as pessoas sem perceber [ser indelicada propositalmente, isso é outros quinhentos]. Tenho que pedir mais desculpas. Tenho que ser boazinha. E simpática. Ou não.

A verdade é que eu amo as pessoas com quem convivo, sejam elas colegas, amigos, alunos ou conhecidos. Não tenho nenhum desafeto nessa vida [ok, eu tenho, mas não por aqui] mas sei que esse meu jeitinho ignorante de ser é difícil realmente de ser aturado, eu reconheço minhas limitações. Então pessoas… se eu magoei alguém nos meus dias de gremlin transtornado, por favor, relevem e tentem se lembrar de mim como um gremlin bonzinho e fofinho [se é que isso é possível]. =]

Prometo tentar ser uma menina boazinha [afinal de contas, quero ganhar presente de Papai Noel] e simpática com todo mundo…

E Murphy, com sorte desistirá de minha companhia e irá se encostar em outrem.

E todos serão felizes para sempre.

Amém.

:)

28/10/2009

Nuvens… Interrogo-me e desconheço-me. Nada tenho feito de útil nem farei de justificável. Tenho gasto a parte da vida que não perdi em interpretar confusamente coisa nenhuma, fazendo versos em prosa às sensações intransmissíveis com que torno meu o universo incógnito. Estou farto de mim, objectiva e subjectivamente. Estou farto de tudo, e do tudo de tudo. Nuvens… São tudo, desmanchamentos do alto, coisas hoje só elas reais entre a terra nula e o céu que não existe; farrapos indescritíveis do tédio que lhes imponho; névoa condensada em ameaças de cor ausente; algodões de rama sujos de um hospital sem paredes. Nuvens… São como eu, uma passagem desfeita entre o céu e a terra, ao sabor de um impulso invisível, trovejando ou não trovejando, alegrando brancas ou escurecendo negras, ficções do intervalo e do descaminho, longe do ruído da terra e sem ter o silêncio do céu. Nuvens… Continuam passando, continuam sempre passando, passarão sempre continuando, num enrolamento descontínuo de meadas baças, num alongamento difuso de falso céu desfeito…

Livro do Desassossego – Fernando Pessoa.

14/10/2009

Quarta-feira

Hoje eu queria ser 10 vezes mais estranha. Eu queria ficar calada mais tempo, queria falar menos, quase nada, apenas o necessário.

Hoje sinto a minha alma pelo avesso, como se ela quisesse sair de mim e me possuir ao mesmo tempo. Eu queria que ela me possuísse e me fizesse sair um pouco dessa minha racionalidade inquietante.

07/10/2009

Não seja mais um vampiro autodestrutivo

Halloween-Snoopy2

Entre dias e noites escaldantes vou seguindo com a minha vida em Tão Tão.

Apesar dos furacões ocasionais que costumam passar por aqui e, dentre mortos e feridos [draminha básico], estamos todos bem e em paz. Tem dias que eu acordo com raiva de tudo e penso em mil coisas, mas, ultimamente ando em paz comigo mesma, querendo fazer coisas que ainda não tive a oportunidade de fazer, pensando no futuro com calma, sem aquela angústia de quem ainda não sabe o que fazer e nem como fazer.

É engraçado como tem gente que gosta de viver no martírio eterno. Minha avó, por exemplo, que era uma católica praticante [e bota praticante nisso!] achava que a vida só tinha sentido se a pessoa estivesse em eterno sofrimento, só assim os pecados seriam purgados. Essa pedagogia do sofrimento durante um tempo fez parte da minha vida a ponto de às vezes eu ter a impressão de que ser feliz era um pecado… #medo.

Mas, um belo dia eu cheguei à conclusão de que cada dia de sofrimenrto desnecessário era um dia perdido de felicidade, que cada hora que eu perdia isolada do mundo era uma hora a menos junto das pessoas que eu amava, que cada “eu te amo” silenciado encobria mil declarações de amor e carinho que poderiam ser distribuídos.

Pois é.

Mas, o incrível é que existem pessoas que não se contentam em viver no martírio eterno. Tem gente que faz questão de desperdiçar a vida preciosa buscando meios de autodestruição, seja ela física ou psicológica. Isso inclui a procura alucinada de problemas inexistentes e tentativas de autoafirmação a partir da detração do outro. Cara, isso é uma coisa incompreensível para a minha mente! Desde quando existe prazer existencial quando se está perdendo tempo em depreciar o outro?? [Mesmo que esse outro seja um FDP?] Penso que cada vez que fazemos isso estamos desperdiçando nossa energia a troco de nada…

Não estou afirmando que não há momentos em que  nos chateamos com alguém, que brigamos e falamos coisas. Estou dizendo que não entendo como existem pessoas que sentem prazer em viver EXCLUSIVAMENTE disso, do vampirismo social. Se o mundo inteiro é problemático, sacana, permissivo, idiota, pilantra, neurótico e louco e você só se sente bem a partir da autoafirmação detratora é por que, meu bem, VOCÊ tem um problema.

Não, este não é um post de auto-ajuda. Cada um convive com seus demônios interiores, o mundo não é todo feito de flores, ninguém vive em função de conspirar contra mim, eu não passo meus dias conspirando contra seu ninguém e eu não estou ganhando nada com esse texto [se bem que, pensando bem...hahaha].

Eu só vivo a minha vida por que ela, por si só já é bastante trabalhosa. Beijos.

29/09/2009

Tentando olhar os modos…

malvados III

Pois bem, esse período deveria ser o meu período de paz, tranquilidade, felicidade, harmonia, blá, blá, blá…

Pois é, DEVERIA.

Mas, como nada nessa vida é perfeito, ando me debatendo com os furacões tãodistanteísticos que teimam em aparecer [e permanecer] nesse mundo de meu Deus de 40º escaldantes. Claro, que, pensando individualistamente, egoisticamente, malvadamente e etceteramente, eu não tenho nada a ver com brigas de big dogs. Entretanto, eu não estou sozinha no mundo e os problemas coletivos acabam me afetando também.

Aliás, me afetando ainda mais está o calor que anda me proporcionando crises constantes de enxaqueca. No último domingo eu literalmente me isolei do mundo. Também tenho sentido muitas saudades. Muitas.Enfim…

Será que nada de bom acontece Pávula??

-Ah, acontece sim, senhora! [fala meu alter ego ou meu lado esquizofrênico, ou uma vozinha no meu ouvido]

Nas últimas semanas:

  • Me tornei altamente dependente de The Big Bang Theory;
  • Descobri que o canal da Sony vai reapresentar Felicity;
  • Me presenteei com um pequeno mimo rosa, brilhante, cuti cuti da Hello Kitty;
  • Voltei a escutar música com mais frequencia [tem funcionado];

E, para finalizar esse simplório post, descobri que gosto muito de uma musiquinha que serve muito bem como um mantra e uma resposta a todos os meus problemas e claro, vou compartilhar a letrinha simpática dela aqui…

PORTANTO, DEDICADA A TODOS OS MEUS PROBLEMAS (reais ou imaginários):

18/09/2009

Os dias e as horas

Houve um tempo…

  • em que eu passava as tardes enfeitando meus cadernos da escola com glitter, em vez de fazer as tarefas da escola;
  • em que eu tive (?) trauma da menina d’O Exorcista e pensava que “exorcista” era o monstro em que ela se tranformava;
  • em que eu estudava no turno da tarde e quando minha vó ia me buscar na escola, ela me comprava suspiros coloridos no caminho de volta pra casa;
  • em que eu menti na escola dizendo que meu pai era dono de um supermercado só por que eu sonhava em ter uma coleção de barbies;
  • em que eu passava as tardes assistindo Kissifur e Chaves enquanto me empanturrava de doce de gergelim;
  • em que eu queria ser bailarina;
  • em que eu pensava que um dia iria ser médica;
  • em que eu desenhava coleções de vestidos;
  • em que eu tinha aulas de piano com meu tio;
  • em que eu vivia me sentindo culpada e pecadora por qualquer coisa;
  • em que eu fazia de conta que meus livros de contos de fadas eram um catálogo de moda;
  • em que minha mãe fazia rosquinhas cobertas com açúcar e canela para meu lanche;
  • em que eu passava as tardes na rede assitindo Gilmore Girls e comendo cereal de chocolate com leite;
  • em que eu dançava nas tardes de sábado e nas manhãs de domingo;
  • em que eu adorava o Mickey e meu sonho era ir para a Disneylandia;
  • em que eu odiava meu cabelo;
  • em que o meu futuro seria brilhante.

14/09/2009

Mamãe?

Pois é, quando Vivian me disser que o mundo está enlouquecendo eu juro que vou acreditar.

Domingo eu tive um sonho estranho envolvendo milhões, digo MILHÕES de sapos [não, isso não é uma hiperbole] e uma revolução envolvendo crianças (oi?). Mas, como eu vivo tendo sonhos estranhos, deixei para lá [embora a imagem dos milhões de sapos de todas as formas e tamanhos não saísse de minha mente].

Então… tem gente que acredita em sonho e tem gente que não.

E tem gente que como eu, sabe exatamente que o sonho dos sapos serviu para me mostrar que eu teria que engolir todos eles alegoricamente durante o dia.

E às vezes eu ainda me pergunto por que eu sou antisocial…

09/09/2009

Lista de desejos

snoopyBom, vamos lá…

Que eu tenho memória de minhoca já não é novidade, por isso resolvi colocar aqui minha lista de desejos consumistas para os próximos anos. Não me utilizei de nenhum critério para escolhê-los, pode ser um alfinete ou um bilhete premiado da mega sena, o importante é que eu não me esqueça e que sempre tenha ao alcance da minha vista em um dos meus momentos de delírio consumista (que vergonha sua consumista vazia, cérebro de passarinho!!!). Oi?

Não lembro de outras coisas (eu bem que disse, memória de minhoca…). Se me lembrar depois acrescento (o que não vai demorar muito já que minha lista de desejos aumenta em progressão geométrica).

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02/09/2009

Sobre a difícil arte de ser fútil

audrey

Nhé.

Tem dias em que acho que realmente eu sou muito besta. Daí, vem aquela neura normal [oi?] de que eu não sei como as pessoas me aguentam e tal. Tipo, eu realmente terminei meu mestrado??? Alguém que esquece a senha do banco, que quase entrega um documento original ao invés de uma cópia, que não entende patavinas de um monte de coisa, que gosta de moda, decoração, maquiagem, arte, artesanato, perfumes, sapatos, comédias românticas e filmes bobos pode realmente ter alguma credibilidade nesse mundo???

Me lembro de uma coisa que uma pessoa muito querida um dia comentou com uma amiga minha: “Quem diria que dessa cabecinha poderia sair tanta idéia boa”. Nham. Sei lá, às vezes é como se nem eu mesma acreditasse em mim. Mas enfim, apesar disso, devo reconhecer que tenho tido muita sorte desde que resolvi (?) caminhar com minhas próprias pernas. Desde então, tudo tem acontecido de uma forma tão tranquila como nunca imaginei.

Mas vejam só, se eu tenho esse meu lado meio “dã”, também não posso negar que ele me faz ver a vida com um pouco mais de leveza. Afinal de contas, o que seria do mundo sem as pessoas que podem viver sem necessariamente lidar tudo com ares de um tratado científico internacional?? O que seria então dos Leonard’s da vida sem suas respectivas loiras [coloque um apóstrofo em "Penny" e descubra por que não o citei diretamente hahaha], ou, o que seria do Mr. Darcy sem a Bridget e do Luke Brandon sem a Becky Bloom. Pois é, o mundo é mais feliz por que algumas pessoas dominam bem a difícil arte de ser fútil.

Atente para a diferença básica entre ser fútil e ser burra. Quando estou falando em “fútil”, estou me referindo a pessoas sem muita importância, leves, sem muita complexidade. Diferentemente das pessoas “burras”, ou respectivamente, asnáticas, estúpidas e  grosseiras que, quando muito, criam um simulacro de futilidade em torno de si que a fazem parecer uma espécie de pastiche em alto grau mal elaborado.

Portanto, vivamos a vida cada um com aquilo que lhe convém. Sejamos cada um de nós um pouco “fútil”, essa difícil arte de rir de si mesmo, de se divertir com a própria carga de besteira e bobagem que podemos nos conceder e quem sabe assim possamos tornar nossa vida um pouco mais divertida.

* Pacote áudio-visual básico da futilidade:

  • O diário de Bridget Jones (1 e 2)
  • Os delírios de consumo de Becky Bloom
  • The big band theory (vide Penny)
  • O diabo veste prada

=]