02/09/2009...5:49 pm

Sobre a difícil arte de ser fútil

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audrey

Nhé.

Tem dias em que acho que realmente eu sou muito besta. Daí, vem aquela neura normal [oi?] de que eu não sei como as pessoas me aguentam e tal. Tipo, eu realmente terminei meu mestrado??? Alguém que esquece a senha do banco, que quase entrega um documento original ao invés de uma cópia, que não entende patavinas de um monte de coisa, que gosta de moda, decoração, maquiagem, arte, artesanato, perfumes, sapatos, comédias românticas e filmes bobos pode realmente ter alguma credibilidade nesse mundo???

Me lembro de uma coisa que uma pessoa muito querida um dia comentou com uma amiga minha: “Quem diria que dessa cabecinha poderia sair tanta idéia boa”. Nham. Sei lá, às vezes é como se nem eu mesma acreditasse em mim. Mas enfim, apesar disso, devo reconhecer que tenho tido muita sorte desde que resolvi (?) caminhar com minhas próprias pernas. Desde então, tudo tem acontecido de uma forma tão tranquila como nunca imaginei.

Mas vejam só, se eu tenho esse meu lado meio “dã”, também não posso negar que ele me faz ver a vida com um pouco mais de leveza. Afinal de contas, o que seria do mundo sem as pessoas que podem viver sem necessariamente lidar tudo com ares de um tratado científico internacional?? O que seria então dos Leonard’s da vida sem suas respectivas loiras [coloque um apóstrofo em "Penny" e descubra por que não o citei diretamente hahaha], ou, o que seria do Mr. Darcy sem a Bridget e do Luke Brandon sem a Becky Bloom. Pois é, o mundo é mais feliz por que algumas pessoas dominam bem a difícil arte de ser fútil.

Atente para a diferença básica entre ser fútil e ser burra. Quando estou falando em “fútil”, estou me referindo a pessoas sem muita importância, leves, sem muita complexidade. Diferentemente das pessoas “burras”, ou respectivamente, asnáticas, estúpidas e  grosseiras que, quando muito, criam um simulacro de futilidade em torno de si que a fazem parecer uma espécie de pastiche em alto grau mal elaborado.

Portanto, vivamos a vida cada um com aquilo que lhe convém. Sejamos cada um de nós um pouco “fútil”, essa difícil arte de rir de si mesmo, de se divertir com a própria carga de besteira e bobagem que podemos nos conceder e quem sabe assim possamos tornar nossa vida um pouco mais divertida.

* Pacote áudio-visual básico da futilidade:

  • O diário de Bridget Jones (1 e 2)
  • Os delírios de consumo de Becky Bloom
  • The big band theory (vide Penny)
  • O diabo veste prada

=]

5 Comentários

  • fútil, essa palavra não te faz juz, não é isso que acontece, porque fútil segundo o Houaiss é aquilo que não tem valor, e você é muito valiosa.

  • Velhooooo, perceba o nível de “nerdisse” de Janaína… oh peste…
    POREM, ela tem razão pávula (tudo bem que eu não fui ao dicionário conferir, e tals…hehe) vc não é fútil.

  • ok ok ok, vou reformular (no dia que escrevi isso acho que tava de MUITO bom humor), “Pávula, vc não é TÃO fútil”
    Melhorou né?
    hehehe


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